Muito além das pedras
No quadrilátero
Meio do quarteirão
pragmático e paulista,
incide sob as luzes da cidade.
luNATica
Tentar entender a Lua é coisa pra Lunático(a)!
insígnia para um poema
poema pretende
olhar
o
vão
conversa com o leitor
impressionar alguém.
Negar, caro leitor,
que
simplesmente
significa
N.A.D.A
Sentimento do mundo
Atrás do significado do mundo
repousa a expressão
"perfume barato de mulher"
É o cheiro do mundo
Ou os sapatos na soleira das portas
Ou esgoto.
A alegria do mundo são meninas brincando
Na sacada
Lá está a fotografia do mundo
Urbana
Como camisas de time secando ao sol
Do mundo
repousa a expressão
"perfume barato de mulher"
É o cheiro do mundo
Ou os sapatos na soleira das portas
Ou esgoto.
A alegria do mundo são meninas brincando
Na sacada
Lá está a fotografia do mundo
Urbana
Como camisas de time secando ao sol
Do mundo
"De encontro com a Ilusão"
Caro leitor, havia um casal de amigos meus que certa vez apaixonaram-se, mutuamente.
Ele, homem casto, era o virginiano escarrado. Ela, escorpiana - um tanto quanto bipolar.
Vistos de longe, eram daqueles protagonistas dramalhões de novela mexicana, que amavam-se (sem precaução) de uma só vez.
As intempéries da vida fizeram com que se separassem - dolorosíssimamente, e não depois de inúmeras tentativas de tentar levar o relacionamento avante. Ás vezes, encontrava-os (separadamente, é claro) os meus amigos: ela exageradamente maquilada, ele mais mal vestido que nunca antes.
Que pena - eu pensava.
Eis que, de tempos pra cá, idos anos do término do famigerado namoro, cada vez que esbarrava-os, pareciam-me mais gordos. Sim - gordinhos e inchados, cabendo-se mal nas fotos e nas roupas.
Na verdade a situação era tal, que um dia ela mesma, minha amiga antes tão vaidosa, segredou-me, patusca, que havia algo de errado... - Amigo! Tantos quilos sobrando lá e cá nos impedem de jogarmos o velho jogo da auto-afirmação entre "ex": o de querer provar-se estar um melhor do que outro.
Para não repreendê-la, ri - com pena da constatação de que nem eu e nem ela podíamos fazer algo a respeito.
Assim seguiram, cada um com seu caminho. Ele de casto passou a castíssimo. Ela tornou-se depressiva, fingindo esporadicamente, amar a um ou outro músico que lhe apetecia.
Por que?! Porque eram mui diferentes, talvez. Não...? O que se sabe é que separados eram tão medíocres, se comparados ao casal de outrora.
E antes que crônica vire narração, registro aqui, desesperançoso leitor - o (meu) desejo de que acaso tiver você um grande amor, não desperdiçe, como erroneamente fizeram aquele velho casal de amigos meus - valiosas noites no motel, ídas ao cinema, beijos enamorados... essas volúpias todas, tão raras nos grandes amores de hoje em dia.
A dualidade entre o músico e o poeta
"Yesterday
All my troubles seemed so far away/
Now it looks as trought they are here to stay/
Oh, I believe in yesterday"John Lennon, Paul MacCartney.
Saúdo á todos os que tentaram espremer nesta caixa, esperança, de estabelecer uma conversa com alguém, efetivamente.
O músico
Amava à todas as meninas como se fossem notas,
Executadas
No instrumento de seu ser, habilmente dedilhadas.
(Nas) Tardes de verão, costelas banais bronzeadas
Denotam sua febril insistência de tornar coisas sérias, efemeridades banalizadas.
O músico
Tinha um órgão pulsante, vital (e)
Cortava-me com a benevolência daquele é mal,
Ah, essa sua mania de ter nos dedos a intensidade fatal...
Ritmo, swingue, rock'n'roll, fuck them all!
O poeta
Ah, poeta! De que me adianta...
Beber tuas palavras como se fossem fanta,
Se a verdade que ditas não te serve de mantra!
Lutando dentro de ti há uma devassa e uma santa,
Para evitar que a tragédia de ti mesmo não vire fábula que encanta.
O poeta se cobre de vida, como se fosse manta
Para a noite fria de nuances insanas que é alma humana: ex-semente, agora viva planta.
Planta!
Dentro do vazio, vacuidade.
Dentro do animal instinto, necessidade.
Dentro do já tão fútil, plasticidade.
Dentro da dúvida, mais faculdade.
Saúdo e aviso aos encarregados de avisar:
Ao aviso de si mesmo (imprescindivelmente) não deixe de prestar atenção.
Nunca misture o músico e o poeta na mesma equação,
Pois enfim o dilema obterá solução:
Se coração é balde d'água furado, sentimentos transbordam, transformando-se em algo desperdiçado.
Besteira enxergar com romanticidade a bestialidade do errado - seríssimo
O timbre da voz que me acalma é - gravíssimo
SeRVentia qualifica aquilo que é - utilíssimo
Verborrágico versus Mudo
Beleza versus Conteúdo
Nada versus Tudo
Nunca precisei de ajuda:
(afinal)
Gosto de poesia, e também... da melodia.
LABIRINTO
Para ouvir ao som de
http://migre.me/5pIgs
Hey joEvem, acaso estás perdido?
Aonde vais com essa espada embainhada nas mãos?
"Vou matar o Minotauro, pela glória de meu pai (e) em nome do sangue derramado de meus irmãos"
Mate o monstro meio-humano,
Que em caráter profano,
Degustou quatorze por vez.
"Vou-me com sua benção, meu pai, e prometo-lhe alçar bandeira branca em sinal de miha vitória"
Hey joEvem, não vá esquecer...
Primeiro (um) cigarro, sem camisinha, mais (um) outro gole talvez, o que dessa vez?
Cheira à espírito adolescente seu perfume perfume adocicado, menina.
Ai que náusea! Desbaratina, se lança em mim, língua!
Você prometeu...
"Ariadne, não há mais bela, ofereceu-me linha mágica para guiar-me pelo caminho. Saindo do labirinto, meu coração vira dela e á ela vou encontrar..."
Hey joEvem, pegue sua Ariadne frustrada e levante-a do chão,
Hemoglobina não dissolve na água, não.
Você atirou na sua senhora. Ops! Ela é só uma menina...
Corta os pulsos ou os cabelos?
Estuprada. Aleatória. Esquecida. No meio do caminho de tanta ilusão.
"E como num espelho, o vi e encarei-o pela primeira vez: Sem titubear, num só golpe de misericórdia apresento-o desfigurado. Dois chifres, inanimados. Eu, enfim, senhor de mim. Amem-me! Coroem-me! Glorifiquem-me!"
Hey joEvem, não chegue atrasado para a celebração:
Está em aberto (open bar) seu caixão.
Suor não é de academia.
Sujeito homem não é de oração.
Morto. Vivo. Morto. Vivo.
Morto, vivo.
Quando é que te orientarás, e a tua geração, do uno sentido único dessa vida sem sentido?
Orna-te! Que o sistema é sistemático,
E o "navio" amarelo parte ao longe no piloto-automático.
Salve-se da desgraça de seu pai.
Vindo te buscar, lentamente.
Não adianta mais se lamentar
Dessa desgraça bruta animal
Nem vir com essa atitude de orar
Pois isso não resolve o problema, não!
Muitos outros camburões já navegaram nessas ondas
Nessas ondas!
Nessas ondas de Leucócitos
Derramadas de seus próximos
E eles não voltarão
Nem por navio negreiro
amarelo,
português,
africano ou brasileiro
Quem aqui neste mundo age como se fossem reais o Chech e Chong
Jamais poderão chegar tão longe
Mas agora orgulhe-se
De fazer parte da mesma mediocridade exacerbada, desconjurada, só pra evitar que seja excomungado
Voce esqueceu todas as promessas?
mas eu te lembro, te relembro, e te julgo, novamente pergunto: - Quantos amigos voce já perdeu?
Então por que antes de tudo voce não resolveu?
Este problema não é meu, independente do ato, honestidade ou sacrifício, o problema agora é seu.
http://migre.me/5pIgs
Hey joEvem, acaso estás perdido?
Aonde vais com essa espada embainhada nas mãos?
"Vou matar o Minotauro, pela glória de meu pai (e) em nome do sangue derramado de meus irmãos"
Mate o monstro meio-humano,
Que em caráter profano,
Degustou quatorze por vez.
"Vou-me com sua benção, meu pai, e prometo-lhe alçar bandeira branca em sinal de miha vitória"
Hey joEvem, não vá esquecer...
Primeiro (um) cigarro, sem camisinha, mais (um) outro gole talvez, o que dessa vez?
Cheira à espírito adolescente seu perfume perfume adocicado, menina.
Ai que náusea! Desbaratina, se lança em mim, língua!
Você prometeu...
"Ariadne, não há mais bela, ofereceu-me linha mágica para guiar-me pelo caminho. Saindo do labirinto, meu coração vira dela e á ela vou encontrar..."
Hey joEvem, pegue sua Ariadne frustrada e levante-a do chão,
Hemoglobina não dissolve na água, não.
Você atirou na sua senhora. Ops! Ela é só uma menina...
Corta os pulsos ou os cabelos?
Estuprada. Aleatória. Esquecida. No meio do caminho de tanta ilusão.
"E como num espelho, o vi e encarei-o pela primeira vez: Sem titubear, num só golpe de misericórdia apresento-o desfigurado. Dois chifres, inanimados. Eu, enfim, senhor de mim. Amem-me! Coroem-me! Glorifiquem-me!"
Hey joEvem, não chegue atrasado para a celebração:
Está em aberto (open bar) seu caixão.
Suor não é de academia.
Sujeito homem não é de oração.
Morto. Vivo. Morto. Vivo.
Morto, vivo.
Quando é que te orientarás, e a tua geração, do uno sentido único dessa vida sem sentido?
Orna-te! Que o sistema é sistemático,
E o "navio" amarelo parte ao longe no piloto-automático.
Salve-se da desgraça de seu pai.
Vindo te buscar, lentamente.
Não adianta mais se lamentar
Dessa desgraça bruta animal
Nem vir com essa atitude de orar
Pois isso não resolve o problema, não!
Muitos outros camburões já navegaram nessas ondas
Nessas ondas!
Nessas ondas de Leucócitos
Derramadas de seus próximos
E eles não voltarão
Nem por navio negreiro
amarelo,
português,
africano ou brasileiro
Quem aqui neste mundo age como se fossem reais o Chech e Chong
Jamais poderão chegar tão longe
Mas agora orgulhe-se
De fazer parte da mesma mediocridade exacerbada, desconjurada, só pra evitar que seja excomungado
Voce esqueceu todas as promessas?
mas eu te lembro, te relembro, e te julgo, novamente pergunto: - Quantos amigos voce já perdeu?
Então por que antes de tudo voce não resolveu?
Este problema não é meu, independente do ato, honestidade ou sacrifício, o problema agora é seu.
Natália: caindo como luva
De uma cena de destruição:
Eu, caindo como luva.
Fazendo de meninos, homenzinhos
Enquanto me desfaço:
Eu, caindo como luva.
(Há) Meu sangue imundo escorrendo pelo desfiladeiro
Sirva-se deste banquete vampiresco de péssima qualidade:
Eu, caindo como luva.
Dualidade, (entre) Doçura, (e) Devassidão
Um tripé fincado em raízes d'amor.
Outrora fui consagrada á Deus, Nosso Senhor:
Eu, caindo como luva.
Minha inocência foi romanticamente estuprada
E agora utilizo á ti - métodos banais...
Para compor relacionamentos estritamente profissionais:
Eu, caindo como luva.
Dizem ser doce o veneno do escorpião
Que te importa? Torpor, tesão..."Te amo" (em cada parte), e á prestação:
Eu, caindo como luva.
(Meus) Maus atos - inconsequentes - deixam reticências.
Todavia, quando virares as costas definitivamente,
Seu pai te dirá do bom e velho Renato Russo:
"Ele escreveu esta música para sua amiga...":
Eu, caindo como luva.
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