Não tenho raiva do que você é
E sim do que você insiste em tornar-se.
Tuas amigas exibem apelidos carinhosos
Te desbaratinam, te cegam
E você sabe
Que o que te resta é oco.
O que te move não te socorre, é
vil, sujo, selvagem, nulo.
O que você critica?
Tuas essências e medos!
Tenha pois, coragem de viver, com a mesma intensidade
Louca
Que Lucy impõs e arrebatou-lhe
Todas as vezes que você a procurou.
Goze do amor mortal que ela lhe têm,
Ou simplesmente, exista!