Risadela Risonha

"É igual pra todo mundo, mas dói bem mais em mim"

Não sei, nunca soube, nem nunca jamais saberei
Ser de mentira.
Só sei ser assim, á minha vil maneira
Engolindo consequências.

Medo de sofrer?
Sou masoquista!
Gosto de sofrer até doer:
(É quando o coração pede trégua,
Por não aguentar nada mais...)
Sublimo o sublime ato
De penetrar eu mesma minha ferida
Com facas pontiagudas...
Observo meu sangue, quente e vermelho
Escorregando das veias
Sutilmente,
Enquanto minha trilha sonora reproduz em volume máximo
Mais dores de ser e saber-se ser assim.

Ora permanecer durante dias sem comer, ora comer até estufar barriga,
Alimento-me de meus sentimentos.
Já vem aí  a menina feia,
Perder lugar para minha menina que usa fio-dental não só nos dentes.

Fui corrompida, adulterada
Não me ignores!
Gosto de mámore, diamante e da essência que funde o mar.

Uma bebida: Vodka tri-destilada,
Mau ato é não estar ao lado de ninguém!

Trabalho, estudo, corro e morro no meu quarto,
Ilusionando até sentir prazer.

Afinal, minha conta ainda não foi paga
(Pudera eu ter esquecido, que tudo aqui é tão caro...)
Se tu* quiseres navegar comigo por este modo de viver
És convidado...
A expedição desorganizada nos levará até o inferno,
Para depois revelar-nos a face de Deus.
Quase nada é contra-mão. Norte? uma pretensão.
Tome seu lugar nessa viagem,
Vistas suas vestes somente ás avessas.
Fique á vontade, e para sempre, não esqueças...
Me dê sua mão.

*Tu: (uma revelação) eu te amo com o mais belo ódio que consome meu ser, mas, por poucos dias. Amém.