Sou o guerreiro que espera pela guerra,
Sou a feiúra mais bela,
A sensualidade que não desmoronou.
Sei amar por fora,
O externo se doou.
Não exija de meu coração, agora
Meu inalienável se alienou.
(Nota Dispensável:
Na verdade, pois, amo!
Mas desacredito perpetuamente
Do mesmo amor.)
[...]
Sou facetas da mesma face,
Sou dois lados da moeda,
Sou milhares, incontáveis.
Sou a "metafísica irracional",
Da literatura, sou a figura principal:
Sou uma antítese.
E tudo isto trata-se
Duma esperteza estúpida,
Duma felicidade mui triste, súbita
(Como a da gorda que se pintou,
E também como a da menina que sem querer, não chorou.)